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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O peso do erro



Quando sentimentos ruins, como o rancor, a raiva ou a dor de uma desilusão nos afligem, o mundo parece estar girando em torno de nós e todos os acontecimentos da vida, bons ou ruins, parecem estar diretamente ligados a nosso sofrimento, nos fazendo crer que sempre, de alguma forma, são eles os responsáveis por perpetuar a nossa mágoa.

Dessa forma, nos acostumamos a inventar. Sim, inventamos quais são os vilões e os anjos que estão por perto. E, assim, aprendemos a simplificar o viver que, por natureza, é algo tão complexo. E a consequência de tudo isso é “encucar” que a vida é comandada apenas por fatos e pessoas externas: nunca somos os culpados, se esbarramos em um vaso e ele caiu e quebrou, é porque ele estava no lugar errado. 

Engraçado é perceber que até alguns meios, como a religião, um dia buscados por nós, para entender a vida, entram na lista da consequência causada pelo costume de inventar: igualmente, se tornam contra nós. Isso ocorre pelo simples fato de esses meios também não serem 100% capazes de solucionar nossos problemas e diminuir nossas dores. E aí, o que fazer?

Pois bem, a danada da acomodação, de sempre olhar para os lados e nunca para um espelho, se torna, neste sentido, muito perigosa. É muito fácil encontrar os defeitos e as virtudes daquilo que se apresenta na direção da gente, pois o nosso dedo indicador estará sempre pronto para apontar para frente e, dificilmente, faz a curva e aponta para o lado oposto, nós.

Vale à pena olhar no espelho, pode doer, mas é saudável aprender a olhar e apontar para nós mesmos. O perdão, talvez a cura para a nossa dor, não é só aquele que se dá quando quem nos machucou diz “me perdoe”, mas é, principalmente, o perdão que se concretiza bem antes, dentro de nós, nos nossos próprios pensamentos, quando percebemos que só temos a dizer “eu me perdôo”.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Exteriorizando sentimentos - A ARTE

O conhecimento está muito distante das perspectivas humanas, do material, do palpável. A filosofia, a sociologia, a religião, a psicanálise, são parte dos diversos instrumentos que nós, homens, construímos para entender o papel que aqui exercemos, nos auto-analisar e responder os “porquês” formulados na nossa breve estadia no planeta Terra. Apesar de tantos mecanismos criados para resolver questões que são, ao mesmo tempo, individualistas e conjuntas; estudar o meio, criar utopias, ou atribuir ciência em todo, já não é suficiente para os habitantes desse novo mundo.  A origem de tudo é um enigma, o futuro também. 
Com o papel na mão, a intenção não existe, a mão dança e a idéia flui de acordo com a inspiração que chega aos poucos. O vasto e, posso até dizer, infinito vácuo que existe em nós é o impulso que nos faz questionar as lacunas existentes no exterior do nosso corpo. Assim criamos. Os desejos mais profundos, oníricos e ocultos que dormem lá dentro da alma são despertados sem nem percebermos: a arte estará sempre intrinsecamente ligada ao pensamento latente, que deixará de ser abstrato para se tornar formulado, estruturado e, assim transmitido.
Posso dizer que o planeta é constituído de matérias orgânica, inorgânica e pessoas. A complexidade das pessoas não está relacionada com os vários sistemas, órgãos e tecidos que compõem seus corpos, mas sim com sua individualidade. Cada indivíduo fabrica um mundo único dentro de si, de acordo com as ideias que ele, por uma espécie de válvula sensorial, deixa entrar e se encaixar no quebra-cabeça construtor da sua própria realidade.Dessa forma, pessoas são acumuladoras de riquezas ideológicas – juntam saberes e formulam valores de acordo com suas crenças. Amadurecem-se com a palavra, assim como um fruto é amadurecido com o humo.
Quando os momentos de infelicidade chegam, essas crenças são postas em prova. Os momentos de crise podem fortalecer, quebrar, ou reformular tais preceitos. As atribulações sempre vistas como dificuldade, raramente são entendidas e enfatizadas no parâmetro do bem que acarreta: é a partir do sofrimento que o homem cria forças para sair da situação de mal-estar e passa a ter novas concepções sobre o meio em que vive. É também a partir da dor que o homem aprende a valorizar as relações e os vínculos afetivos. E o principal: é na dor que o homem passa a pensar mais sobre tudo que o cerca. É através dessas indagações que surge a vontade de criar, de gravar os novos sentimentos e pensamentos oriundos dessa fase de tormentos.
Essa é uma busca eterna, constante, que nenhuma geração conseguiu por fim. Não há ciência, ideologia, nem crença que consiga exterminar tais indagações. Só sabemos que é possível tirar proveito da época em que habitamos a Terra e deixar nossas marcas perpetuadas aqui. Os “porquês” não deixarão de existir, mas a arte também não, pois ela é o maior e o melhor refúgio já foi inventado para aliviar as dores e as privações terrenas, que nos limitam a não conseguir definir com precisão o que somos e quais são os nossos reais objetivos. O mundo é reinventado e a infelicidade não se estagna, ela é parcialmente destruída, quando a imaginação abstrata é transformada em matéria concreta, em arte.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A traça


Segundo uma pesquisa muito ampla, feita por mim mesma à pessoas que vivem em casas normais, a definição mais aplicável para uma traça é que a mesma é um bixo feio, pequeno e que come roupas. Alguém aqui já viu uma traça adulta? Bem, ela não come roupas, mas isso não vem ao caso agora... Por enquanto estamos aqui dispostos a falar da traça em si.
Ao observar uma traça na parede do meu quarto, percebi que ela é mais do que um bixo pequeno, cosegui ver as nuances que ele apresentava, ao mesmo tempo que a tv tocava música boa, o que é muito difícil de acontecer, na minha opinião, claro, a danada da traça se remechia de acordo com o rítmo da música que tocava, e me fazia lembrar dos clipes que meu pai me mostrava com jovens norte-americanos dos anos 60-70 dançando ao som do rock maneiro da época. "Não desista de ler... O texto tá meio doido, mas você vai entender."
Após ver que os pequenos bixinhos que destróem nossas roupas tem uma alma de verdade, fui fazer outra pesquisa: Onde as traças vão parar depois de corroer nossas queridas roupas? Eu fui e encontrei a resposta:
Esses lindos insetinhos, após lutarem para viver contra as chineladas dadas pelos donos dos apartamentos infestados de coisinhas do tipo, acabam passando por um momento de metamorfóse (é isso mesmo!) e depois viram mariposas... Juro que não sabia disso, foi o Sr. Google que me contou.
É, só sabia que algo por trás das traças tinha uma boa mensagem a se tirar.
Se você é ou conhece alguém que seja um bixo feio e que viva se alimentando das coisas dos outros, espere a metamorfóse vir e opite pela transaformação em uma linda mariposa.
Ou então prefira entender assim: A sociedade tende a se mudar de acordo com o meio. Nós sempre nos deparamos com patinhos feios no nosso dia a dia, aqueles que sempre escanteamos sem encarar e despertar seu lado bom e, de uma hora pra outra, notamos que no desespero elas se tornam algo que às vezes nem querem de fato ser, apenas para acompanhar os outros, ou simplismente sobreviver.
Será isso, em sua simplicidade, sempre correto?
Eis a questão...

domingo, 3 de outubro de 2010

Sorte de hoje


Não sou do tipo de pessoa que quando faz o login no orkut presta atenção na "sorte de hoje", mas acabei encontrando algo bem interessante...

Muito já tinha passado pela minha cabeça sobre como esse mundo é injusto, sobre como as pessoas se diferem quando falamos sobre oportunidades... Enquanto umas nascem em berço de ouro, com a vida feita, outras nascem com o amanhã incerto, passando, aparentemente, por mais dificuldades, destacando aí, as desigualdades.
Também confesso que já me veio a ideia de que, nesse mundo, os problemas e as oportunidades são tidas como bençãos e até mesmo punições, variando de pessoa para pessoa.
O cara que se viciou, roubou e matou, tem, quando entra na cadeia, um grande problema, pois sua liberdade não existe mais, mas ele também tem uma grande oportunidade para se melhorar, pois ele é obrigado a conviver e a respeitar as pessoas que alí estão, como ele, passando a ser uma questão de sobrevivência, paciência e perseveraça.
A mulher que não estudou, se preocupou demais com sua beleza física, para conseguir um homem rico que a bancasse, passou a se sentir inferior diante daquela bem sucedida, mais interessante em outro ponto de vista... Toda aquela inveja por não ter condições de ser independente, faz com que ela tenha forças para se tornar alguém melhor.

É claro que quando o brilho ofusca a visão, aqueles que se dizem muito bem de vida, deixam passar a oportunidade de sentir as coisas como são, acabam por reclamar demasiadamente, por nunca terem a concretização de seus sonhos, e é aí que a sorte de hoje volta a aparecer aqui...

"Todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote."

Tudo que acontece tem uma explicação, nada aqui é em vão, é só desembalar os presentes direitinho.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Teatro


O mundo é o palco dos encontros, das retribuições, das melhorias.
Muito mais do que idealizar, é fazer. O equilíbrio da vida se encontra disperso por entre as pessoas... Enquanto uns amam sem esperar retorno, outros odeiam apenas por odiar.

Por que nós estamos aqui? Quem nos colocou aqui? Como seria se nada existisse?
Não existem respostas se você pensar direitinho, é como se fosse um vácuo, sem cor, cheiro e som.

Estamos aqui porque temos que estar, nos melhorando, ou não, ajudando no melhoramento do outro, ou não, optamos por um "futuro paraíso" sem perceber.
Conseguir conviver com pessoas diferentes é um desafio, não é necessário ter um entendimento amplo para notar.
Muitas pessoas não se dão conta de que, apesar de tantas diferenças, todos nós temos objetivos na vida e somos totalmente iguais quando se pensa filosoficamente.

Há quem pense que juntar patrimônios é primordial, mas também há quem pense que juntar sorrisos é mais importante.

No fim de tudo, o terceiro olho enxerga que o mundo é uma empresa: nós somos os funcionários e o patrão é um ser celestial, onisciente.
Nosso trabalho é administrar o livre arbítrio, mas, os supervisores são exigentes, muitos de nós já foram demitidos.
...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Inutilidade em grande quantidade

Qual é o conceito de popularidade? Ser conhecido por muitas pessoas, ou simplismente ser querido onde chegar? O que realmente é necessário para viver?
A sociedade corrompe a mente dos jovens, a propaganda, o mercado consumidor, tudo que se diz ser bom, está voltado para aqueles que seguem os padrões impostos pela mídia...
O negócio é o seguinte: ter muito, se torna o objetivo de qualquer camada social.
Certas coisas estão sendo esquecidas com o passar dos tempos, quem num dia de rotina pára para ver o céu ou as pessoas que a cerca? Às vezes os nossos objetivos acabam sendo esquecidos através dos desvios causado pela vontade de sempre ter mais.
A abundância da "beleza", a abundância da riqueza consegue tirar o título da importância do cidadão ser conceituado, inteligente e educado. O que vale hoje é estar presente em todas as festas, andar bem arrumado e ser legal com todo mundo, agindo da mesma forma que o cara do lado age, porque ser igual é o meio mais alternativo e que mais convém para todos.
Na maioria das vezes não nos damos conta de como é satisfatório conversar de verdade com alguém, porque as conversas já não existem mais, isso se tornou ultrapassado.
Então me diz aí, qual o objetivo de estar aqui nesse mundo? Quantidade ou qualidade?
A opção varia de acordo com cada um, mas para ser feliz não é preciso tanto...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Só sei disso



Em tantas coisas que aprendi
Em tantos lugares que passei
Em tantos momentos que vivenciei
Encontrei o suficiente

Encontrei o suficiente
O suficiente pra entender
O quanto o mundo é simples
E como somos iguais

Encontrei o entendimento
E mais...
Percebi de tantas formas
O modo que o tempo é dividido
Como o minuto é malicioso:
Umas vezes sendo rápido
Outras sendo devagar...

Senti os sentimentos
Senti as vontades
Senti as sensações

Perguntei-me o porquê
De tanto número
De quê tanta mágoa
De tanto dinheiro

O seguinte fez-se em mim:
O mundo é do sofrimento
O mundo é do prazer
As pessoas são do bem
As pessoas são do mal

Não importa o que for,
Não importa como seja!
Só sei que no fim
Nem a rima vai fazer diferente
Pois é mais que óbvio

- O homem é igual aqui e em Marte.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Trânsito de Recife

Vou transitando em Recife em pleno sol do meio-dia com a pressa de um aposentado e a esperança de um cético.
Flutuando, fazendo zig-zag entre os carros, observo uma mãe em um Fiat mandando seu filho ficar sentado, presto atenção num rapaz que com os vidros fechados escuta um forró bem agitado e em reflexo disso, seus dedos dançam em cima do volante, do outro lado, encontro um senhor meio gordo comprando pipoca, saciando sua gula isolado em seu ar-condicionado. Um pouco além disso, é fácil dar de cara com as crianças limpando vidros com água de canal e detergente, crianças pedindo dinheiro, vendendo bombons...
Vou transitando levemente e na paisagem que avisto, encontro árvores tornando o ar mais respirável, equilibrando o ar reciclado com o bafo que caminhão de mudanças solta. Também encontro casas, casas muito simples, uma casa colada na outra... Pessoas reunidas para assistir o jornal da tarde juntos, em prol da comunhão e do direito que o vizinho também tem de assistir TV. Crianças sentadas na calçada, junto com seus avós e pais sentados em cadeiras de balanço, dividem uma Frevo-Cola ao almoçarem macarrão com salsicha.
Passo por ruas que sinceramente, não têm mais saída(Se é que você me entende).
Em cada cena que se passa eu percebo cores e sons diferentes, nos quais dificilmente são percebidos num dia de rotina.
No horário de pico, fico presa entre os carros, e a única solução é sair voando dessa realidade, e o que me resta é sonhar.
Enquanto eu vejo estresse dentro dos carros de luxo, cosigo enxergar alegria no olho de quem trabalha com simplicidade.
Quantas vezes no dia você pára pra ver como as coisas andam de fato?
Quantas vezes no dia você pára pra entender a filosofia de quem você aponta ser inferior?
Acordei do meu sonho, não flutuo mais!

terça-feira, 23 de março de 2010

Um copo d'água

Um copo cheio d'água traz consigo transparência. Nele, conseguimos ver o que nunca é percebido.
Aproveitando a facilidade de enxergar o fundo do copo, cenas são encontradas.
Cenas essas que expostas em sequência cronológica, trazem a história de quem as observa.
Um dia eu quis ver a realidade, e o copo me mostrou o que eu não percebia... Haviam luzes e nuvens, sons que se faziam na minha mente enquanto eu observava o copo cheio d'água. Quando pensei apenas encontrar flores de primavera, o copo me fez sentir o vento e a chuva de um grande inverno, raios e trovões se faziam em minha cabeça enquanto, com muita atenção, fixava meu olhar no fundo do copo.
Vozes diziam que uma chance eu iria ter, mas, até então, não conseguia juntar os fatos e entender nada.
Uma vez eu quis fazer diferente, eu quis destacar os bons lados que um ser pode ter... Quis ter o poder de justificar os erros do mundo e fazê-los acertos. Coragem não me faltava, apesar de saber que sofrimento e dificuldades poderiam aparecer.
Então pensei comigo: quando conseguirei realizar tudo isso? Como farei isso? O que é necessário?
O copo tentou me avisar, mas minhas escolhas finalmente seriam concretizadas e algum preparo eu precisava ter. Minha mente tão firme e ao mesmo tempo tão tôla se fazia indecisa, pois os raios e os trovões me assustavam.
A água do copo parecia ter recebido um corante preto e no mesmo instante  políticos, ladrões e enganadores apareciam nas cenas.
Fiquei branca... Como seria encarar de frente esse tipo de pessoa? Rostos deformados apareciam para mim e diziam ver meu fim. Bebiam com muita sede até a última gota de água de copos iguais àquele.
Depois de minutos de treva, a água tornou-se pura novamente e as cenas juntamente se clarearam com as feições de pessoas simples e normais que sorriram para mim com vozes me acalmavam, dizendo: Você não é a única.

Ainda bem que eu tenho vocês.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Seu epitáfio

Eu sinceramente acredito que cada pessoa não é apenas um corpo com uma alma, cada pessoa pra mim é um mundo, não só de pensamentos e sentimentos. Não há nenhuma limitação concreta que diga do que cada pessoa é feita. Por mais simples que seja a educação de um indivíduo, por mais ignorante que seja a cabeça de alguém, sempre irá haver planos enquanto os pensamentos sejam rodados.
Você pode querer ser uma pessoa limitada aos padrões que a terra impôs, ou seja, você pode querer nascer, satisfazer a si mesmo, idealizar o céu e perto de morrer, pedir perdão por esquecer-se de satisfazer os que estavam por perto e pronto.
Você pode querer viver intensamente, afirmando que futuramente tudo terá um fim eterno e que se você não aproveitar, acabará se arrependendo. Dessa forma, experimentaria todos os tipos de sentimentos, todo tipo de amizade, esqueceria de voltar pra casa depois de uma bicada num bar e morreria atropelado.
Você também pode tentar entender algumas coisas que na verdade são mais simples do que é imaginado. Formaria assim, dentro da roda dos pensamentos os planos, e dentro dos planos um mundo só seu, um Deus só seu.
“Viver bem sem esquecer-se de aproveitar a vida.”
Antes de aproveitar, é bom saber os lados que o verbo aproveitar tem... Você pode aproveitar sem se deixar levar pelo o que você compra, pelo dinheiro que você tem na poupança, pela cerveja que hoje você toma socialmente, mas que no futuro, poderá tomar em excesso, em amizades que às vezes poderiam ser ruins, mas você pôde ajudar a torná-las boas, por religiões que te fazem idealizar apenas a sua saúde, o seu bem-estar, o seu dinheiro em mão e não o bem-estar do cara que ta do lado...
Você pode lembrar que você não vive aqui sozinho, que quando você sente uma dor, alguém em algum lugar sente uma dor três vezes maior, seja essa dor de perda, preocupação ou de doença.
Lembre-se que quando você sente falta de algum bem material, tem alguém que sente falta de comida, comida essa que não é brigadeiro, não é pizza... (...) É sim o arroz e o feijão que você deixou ontem no prato.
Lembre que antes de partir, o importante não é deixar sua fama na terra, não é deixar a lembrança que você vivia de uma vida com excessos. Lembre sim, que nada vai junto e que o legal é você deixar a lembrança para as pessoas certas que você foi alguém simples.
Viver intensamente é bom, muito bom! Viva o intenso todos os dias da sua vida se você puder... Intenso que pode ser traduzido em um plano, num mundo seu e que está assinado por você mesmo, dizendo que se melhorar não é viver de ilusão e sim de verdade.

Procure o significado de verdade na bíblia, verdade essa que é eterna e não se esvai quando seu tempo acaba. Não se preocupe com religiões, o que pode te salvar são os planos que você mesmo traçou.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Interessante. (doidice entrelinhas)

Interessante, nada melhor do que começar com a palavra que diz respeito ao título... Pois é, interessante. Todo mundo evolui, todo mundo uma hora tem que escolher com quem quer andar, escolhe as músicas do seu playlist, o que tem que estar no seu cardápio e o que vai ser totalmente abolido dele.
A parte deprimente mesmo é quando fica o vazio.
É quando você percebe que certas coisas não têm sentido de serem mais feitas, quando certos aromas já não te agradam, quando tudo enjoa só em ser visto.
Você sabe que tem tudo que precisa e ao mesmo tempo, sente falta de tudo. Começa e prestar atenção em no que era sem graça e mesmo assim, continua sem chão e sem teto. Pesquisa sobre coisas novas e continua a esquivar suas idéias ultrapassadas, você quer revolução e nem sabe por onde começar.
Percebe que casa, família, emprego te enchem demais, te cobram e apenas reclamam de tudo que você faz para agradar e sente que não é bom o suficiente, porque por mais que você faça, tente fazer o melhor, nunca é reconhecido como deveria.
Tudo começa a dar errado e nem vontade de se divertir você tem, pois as músicas do momento não fazem mais sua cabeça, amigos nem sempre falam a verdade e a cerveja só faz você ficar mais sóbrio sobre o que está se passando.
Nada faz sentido, nada tem graça, nada agrada, nada anima.
Mazela? Que nada. É a crise dos trinta que se antecipou ou veio atrasada, afinal das contas um dia você tinha que amadurecer.
Tudo muda, essa não é a lei natural das coisas? Você também muda, rapaz!
Preste atenção... Talvez você não esteja no lugar certo. Quando você pensa que tudo está formado, paralisado, é que vem a vida e te dá oportunidade de provar o oposto e te mostra como cada coisa tem graça e que seu preconceito era só capricho, porque o real só é comprovado depois da prova, se é que você me entende.
Mudanças e mais mudanças, o cotidiano não é regra, e nem mesmo rotina, repetição. É quando você escolhe o bom, ou até mesmo o errado. O errado nunca é errado aos nossos olhos, e se alguma vez é, nem importa, quem quer erra, erra e erra. O prazer da vida está nisso, saber que vai se dar mal, mas experimentar.
Experimentar... Experimentar coisas novas que te ocupem, que tal experimentar transcrever suas idéias, sua imaginação num papel? Que tal fazer um curso de idiomas, ou tentar um vestibular que não tenha nada haver com o que você se “interessa”? Não faz mal, não! Quem sabe essa não é a fórmula mais eficaz de se chegar a uma felicidade inconstante, enquanto não conseguirmos chegar a uma felicidade plena, podemos preencher esse espaço com coisas novas.
Coisas novas...
 E mesmo assim, você se sente incapaz e vem me dizer que pimenta na sopa dos outros é refresco. Pois é, mas enquanto nada mudar, nada vai acontecer, ou você espera ver a graça reinar sobrenaturalmente?
Pois bem, me despeço e digo: Temos que aproveitar cada minuto da vida, não que ela seja a única, mas sim porque essa é a oportunidade mais valiosa que você ganhou nada é por acaso, nem seus sentimentos de tristeza ou solidão. E com este breve e resumido pensamento, vou-me.


Carinhosamente, Karla Elizabeth.


sábado, 23 de janeiro de 2010

Organizando-se.

Organize sua alma, comece a prestar mais atenção a tudo que te cerca.
Pode ser o que você usa, adquire, experimenta, pode ser as pessoas que estão perto de você.
Você já presta atenção nisso, não é?
Acredito que não.
Quando sair da sua casa, faça o seguinte: Ao invés de pensar no lugar que você vai, ande, sem querer saber para onde está indo, não vá muito longe, pois poucos metros já podem ser mais que suficientes para esta análise.
Pare em algum lugar que lhe agrade e sente, observe as pessoas que passam e em cada rosto que ver, pense ser esta pessoa. Ponha-se no lugar de qualquer um que escolher, pode ser uma pessoa arrumada que aparente ter saúde e muita coisa boa para viver, pode também ser um ambulante que, mal arrumado, grita "_Olha o milho cozido!" sem muito a oferecer...
Pense ser qualquer pessoa, isso na verdade não importa, seja essa pessoa que aparente ter ou não problemas.
Reforce toda a tese conhecida por você sobre princípios, personalidade e caráter... Isso pode ajudar.
Quando fizer isso, organize sua mente. Pense também sobre solidariedade, caráter e amor. Se for preciso até converse com alguém.

Organize sua mente para ver seu semelhante com outros olhos, sem precisar ter que julgar aquele que anda bem arrumado, com saúde de metido, e sem precisar julgar aquele pobre senhor ambulante de ladrão ou "trombadinha". Lembre que pessoas estão em todos os lugares e ninguém nota ninguém.
Ninguém quer e nem precisa saber dos problemas de ninguém.
Organize-se melhor e quando sentir-se injustiçado, ou com a cabeça cheia de lama, lembre-se que isso é normal, o mundo é totalmente feito disso.

Organize-se ou até mesmo Refaça-se. Todos nós temos um centro de equilíbrio e esse centro está constituído apenas em enxergar coisas tão simples e óbvias que se marcam ao redor.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O sentido das coisas




De que adiantam as promessas sem o caráter?
De que adiantam as doações sem a necessidade?
De que adiantam os sorrisos sem a sinceridade?
De que adiantam os sustos sem a intenção?
De que adiantam as casas sem localidade?
De que adiantam as galinhas sem a panela?
De que adiantam as horas sem o relógio?
De que adiantam os bêbados sem o quartinho?
De que adiantam os irmãos sem harmonia?
De que adiantam as perguntas sem explicação?
De que adiantam os louvores sem a fé?
De que adiantam radiolas sem os LP’s?
De que adiantam as festas sem alegria?
De que adiantam os políticos sem a corrupção?
De que adiantam as confusões sem os motivos?
De que adiantam as drogas sem os viciados?
De que adiantam os ônibus sem passageiros?
De que adiantam os mares da vida sem ventania?
Onde vão acontecer as ondas?
É tudo calmo. O tudo nem existe ainda.
Sem Um, não existe Outro. O Outro só é Um quando tem Um.
O Um ainda não aconteceu. Acabou tudo.
Tudo está por vir, enquanto isso o resto ficou escuro. Ou será que ficou claro?
Quem foi que fez isso? Por que eu estou aqui?
É eu estou! E quem é você?
Você é meu Outro! E eu, eu sou Um, prazer.

É.
De que adiantam as palavras sem o sentido?...
De que adiantam os doidos sem a insanidade?
De que adiantam os poemas sem a rima?...
Nada.

A partir de cada um, o outro pode fazer sentido... Então, sem o sentido não há nada.
Se não há nada, não existe explicação, se não existe explicação, não existe dúvida, se não existe dúvida, só existe lógica.
1, 2, 3, 4.
Acabou o fim, acabou o um e acabou o outro.

- Faça tudo ter sentido, faça a dúvida aparecer e encontre a explicação, faça tudo valer à pena!
Você tem dúvidas? Procure-as.
É um ciclo! Ela precisa de mim, eu preciso de você e você precisa dele.
Sacou?...


domingo, 15 de novembro de 2009

E na vida...

Eu faço questão do real, do sentimento, da visão
Faço questão do claro e da verdade...
Também faço questão dos paralelepípedos da rua, das árvores e das tardes de domingo
De barrinhas, pirralhos e bola
Quero todo dia poder ver o sol, enxergar na flor o reflexo da cor viva

Faço questão de amigos, poucos.
Uns quatro ou cinco... desde que me façam rir.
Quero também um amor, desde que seja verdadeiro e também me faça rir.
Faço questão de não ver televisão as quartas, porque tem jogo

Faço questão de crescer o que se chama inteligência e buscar o que é interessante.
Quero um teto, comida e estudo.
Quero pai, mãe, família e estrututa.
Faço questão de pelo menos lutar por um futuro bom

Quero sandálias havaianas e um pandeiro
Quero Recife lindo todo dia, quero o céu azul assim.
Quero chuviscos num dia preguiçoso e nuvens claras quando for receber afeto.

Quero uma xícara de café e uma boa novela sem ilusões
Faço questão de cochilar enquanto não houver o que fazer
Faço questão de correr pelo o que é meu, sendo amizade e sentimento
Quero que os problemas explodam e que tudo que é bom, se realize naturalmente

Não faço questão do melhor aos olhos do mundo
Muito menos ao que se parece real, mas não é.
Não quero me viciar no que se tornou atual,
Apenas no amor que nunca saiu desse padrão.

Quero agora, um lápis bem apontado e um papel
Não faço questão de borracha, nunca apagarei o que disse.
Quero música alegre e compania boa.
Quero um livro que me faça chorar de alegria na cabeceira da minha cama.
Porque se for pra ser de algum jeito, será assim.

O que eu quero mesmo é abstrato a seus olhos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Experiência?

Experiência não se ganha de graça com os anos, nem com decepções, muito menos com alegrias, mas sim com sua realidade, na qual provém de um bom trabalho realizado.
Independe de idade, independe do que se passou, depende sim, da moralidade que o ser tem por natureza.
Podemos ser jovens, sem nenhum ano vivido com fatos marcantes, porém o meio em que se vive, sempre mostra algo novo a ser ensinado, seja rapidamente ou lentamente. O tempo não te muda, quem é inteligente, ou tem ao menos um bom argumento previamente formado, aprende muito do que se é necessário sem precisar sofrer. Até porque muitos sofrem e vem de si mesmo a vontade ou a idéia que diz: Se fizer isso, sofrerei.
A experiência não é simplesmente algo de pouco valor no qual só se tem quem pouco viveu. Podes ter cem anos e ter vivido tudo bom e de ruim... E mesmo assim, continuar em muitos erros. 'Isso é experiência?'
O engraçado é que o homem insiste em errar, sabe a finalidade disso, que nunca é boa, e se tem religião, acredita numa punição maior futuramente... E com tantos anos de estrada gastos e tantos erros que seriam supostamente corrigidos,  erra.
Feliz daquele que enxerga os erros, convive em lugares diversos... E mesmo com pouco tempo de vivência, se desfaz e renega vontades alheias, aprende com a ignorância dos outros e escolhe o que é verdadeiramente melhor...
Isso é experiência.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um sorriso

Tradutor de um sentimento límpido, de música feita de alegria pura, daquela que entra nos ouvidos e te transmite alegria, agitação... E de felicidade que vem pura e límpida de dentro do coração.
A mais bela forma de demonstração do que há de verdadeiro, uma ótima e simples maneira de conforto absoluto...
E quando enviado com sinceridade, tem a capacidade de mudar um dia, uma vida. Se recebido com bondade pode causar ânimo, força de vontade.
Pense bem, é de graça, não dói e ainda te conforta, seja qual for a intenção, ou seja lá de quem tenha vindo.
No entanto, quando enviado com a ignorância do desamor, pode causar ilusão, sentimento ruim que engana e te entristece. Mas o poder dessa ação é tão grandioso, que nem mesmo o homem consegue entender  que esse simples ato pode ser o começo de grande apego, de grande afeto, mesmo se for enviado com os piores dos sentimentos e  intenções.

Ah... Mas é tão bom acordar com alegria e poder dividi-la com essa simples ação...
'Um grande e belo sorriso estampado no rosto!'

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fé?


Temos que nos contentar com a fé. Fé em qualquer coisa, fé em Deus, fé no dia, fé em alguém, fé no computador... Temos que ter fé, pra enganar a cabeça, ou o coração. Temos que ter fé no amor, nas pessoas e no destino do ônibus. Temos que ter fé no pão, na faca, na manteiga...Temos que ter fé na cachaça, na sandália. Temos que ter fé nas fórmulas!

Por mais simples que seja a fé, por mais simples que seja o que se quer alcançar, por mais idiota que seja o objetivo.

Temos que ter fé...

Fé pra ser ouvido, pra ouvir. Fé pra chegar ao fim... Ou no começo de novo.

Fé nos cachorros, nos paralelepípedos, nos serventes, nas enfermeiras... Mas não se esqueça de fazer a fé aparecer em você, não se esqueça de mostrar que tem fé.

Fé não é acreditar apenas numa força divida, é acreditar no simples, que nos ajuda... No cidadão, ou no objeto. Pra ter fé é preciso dar em troca essa confiança.

Faça o que você achar melhor, mas lembre sempre de ter fé. Erre ou acerte, é você quem escolhe, tudo que vai, volta, seja bom ou ruim.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Reclame... Mas reclame direito.


É verdade que o mundo está indo de encontro com a falência?
Falência... Que falência???
Aquela em que os bolsos quebram e o capital deixa de existir, fazendo com que nós entremos em crise?
Não.
Que falência? Falência dos corruptos?
Não... Falência das pessoas.
Pessoas? Pessoas normais. Normais que reclamam demais ao ponto de querer e fazer o contrário do que foi dito.
Quer que eu seja mais clara?
Bem... O mundo está falindo! Está sim, e nós pessoas normais estamos vendo isso de camarote, sabemos disso e nada fazemos, dizemos que isso é piada, ignoramos como se fosse um mito, coisa inventada.
Reclamar, reclamar, reclamar... Diga-me, isso adianta?
Tente seguir meu pensamento, minha linha de raciocínio... Quando eu reclamo do lixo espalhado pela rua e do cachorro rasgando os sacos de comida estragada para alguma autoridade, isso adianta?
Quisera eu que não... Quer saber por quê?
-Porque se adianta, e algo é resolvido, você suja de ovo.
Reclama de baratas, ratos, de sacolas de plástico nas ruas não asfaltadas, e quando passa de carro, você termina de comer sua pipoca com coca-cola e joga o pacotinho e a latinha pela janela do carro NA RUA.
E se todo mundo se conscientizasse e tentasse melhorar o mundo?
Ah meu amigo... Eu não sou profeta, mas de uma coisa eu tenho certeza, algo de novo vai aparecer para nós pessoas reclamarmos, fazendo com que o mundo vá a falência de vez.
E você agora está perguntando a necessidade de existência desse texto?
Respondo-lhe com toda clareza: Eu não sou hipócrita, reclamo como você e faço o errado, e já que nada tem jeito, o que me custa escrever pra poder mudar tuas intenções para com o mundo?
Viva a falência, não é assim que queremos?... Sinto é pena das futuras gerações.
Não tem só que reclamar, tem que tomar uma atitude.

sábado, 23 de maio de 2009

Estrutura correta

A imperfeição só me leva a ser coisas desnecessariamente regressivas. Prefiro alcançar a moral desejada por poucos, ainda não descoberta pela humanidade inteira. Ainda bem que mesmo com ela, eu encontrei ajuda para procurar evoluir e levar os imperfeitos comigo, porque sem a moral, estrutura necessária para a vida andar, não chegaremos a canto nenhum, meu caro... E o Brasil continuará a ser essa porcaria!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Evolução regressiva



As mudanças ocorridas de décadas pra cá, nos tem mostrado, o quanto evoluímos em aspectos de modernidade, moda, tecnologia em si... Há hoje, mudanças radicais, nas quais fazem com que pessoas que são de tempos passados, vejam que a mudança está fazendo com que cada um deles se adapte as novas situações. Situações essas que não envolvem apenas a tecnologia, nem moda, coisas que são boas na vista dos mais novos...
A tal da coisa chamada mudança tem feito todos ficarem ligados a ela, querendo sempre ser o primeiro adaptado, o primeiro a ter o lançamento do aparelho, ligando-se apenas a bens materiais, e dependendo apenas deles... Isso é bom, ou parece ser, porém essas mudanças poderiam estar sendo utilizadas de uma maneira proveitosa, com o real sentido da coisa.
E por falar nos tempos antigos, venho a me questionar, porque será que a violência vem aumentando com o passar das décadas, mostrando que antigamente tínhamos lares mais seguros e famílias mais despreocupadas com a hora de voltar para casa? - A tecnologia, talvez não envolva apenas a boa vida, temos que lembrar que sem ela antigamente, não havia roubo de aparelhos modernos com tanta freqüência, nem de bens que pareciam ser caros... Devemos isso a educação, então? Não... A vida era mais simples, talvez sem a tecnologia, as pessoas, tivessem mais tempo em casa, e com certeza, com tempo para conversar com as pessoas ao vivo, pensassem e refletissem o quanto é bom respeitar, e viver sua vida. Isso pode ser apenas uma questão de senso.