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terça-feira, 17 de maio de 2011

Preconceito perpetuado: a questão das COTAS.

Marcado pela escravidão violenta, implantada no Período Colonial, o Brasil carrega, até hoje, as marcas do preconceito e das dificuldades que o negro enfrentou para ter seus direitos garantidos. Após anos de repressão e exclusão, a maioria deles, faz parte das camadas baixas e sofre com a pobreza, ocupando cargos pouco valorizados no mercado de trabalho. Ascender socialmente continua a ser um desafio para essa raça. As cotas universitárias são de fato o melhor meio para que haja mais igualdade racial? 

A maior causadora dessa desconformidade é a má formação escolar que é dada aos negros de baixa renda. As escolas públicas do Brasil são carentes de boa estrutura e de bom ensino. O grande problema está aí: o preconceito é gerado porque a cota acaba dividindo uma sociedade miscigenada em grupos de negros, de brancos e de índios. Assim, é construída uma falsa idéia de que alguns desses grupos não têm capacidade de ingressar na universidade, através do processo seletivo do vestibular, dependendo sempre do auxílio da cota.

Essa idéia é construída, porque há diferenças de inserção social entre esses grupos e, ao invés de a cota capacitar e dar oportunidade a um indivíduo, ela não dá a base escolar que ele deveria ter tido no primário, dessa forma, a cota serve apenas para esconder um problema que acompanha os brasileiros há décadas, pois, apesar dela, o preconceito e a desigualdade continuam firmes na sociedade. Então, enquanto houver má distribuição de oportunidades, a discriminação fará parte do Brasil.

A melhor medida a ser tomada para “cortar esse mal pela raiz” é investir num ensino de qualidade para que as escolas da rede pública sejam capazes de qualificar o negro de baixa renda, de modo que ele conquiste qualquer vaga, através do seu próprio mérito. Assim, provará que ações afirmativas, como as cotas, podem simplesmente ser substituídas por soluções mais simples e eficazes, mostrando que todos, sem exceção, têm aptidão para chegar a qualquer lugar.

domingo, 10 de abril de 2011

Inclusão excludente

Apesar de o escravo do Brasil colonial ter ganhado liberdade em 1888, ele estava destinado a anos de preconceito sem abertura para se inserir na sociedade. Injuriado e sem direitos, o negro lutou para se igualar ao branco e o que se entende hoje é que o povo brasileiro, supostamente amadurecido, já reconhece que a construção do seu país se deve muito a essa etnia.
Esse pensamento acarreta um entendimento dúbio, pois enquanto esse rótulo de perfeita aceitação da diversidade racial é construído, uma imagem totalmente contrária é vista na prática. Não só os negros são discriminados, mas os pobres, os homossexuais, os deficientes físicos e mentais, entre tantos outros, também são.

Durante o tráfico negreiro, realizado na colonização do Brasil, mais de quatro milhões de africanos foram trazidos para cá, cada um de uma parte da África, com crenças, costumes e línguas diferentes. As identidades étnicas que atualmente se estendem por todo o território brasileiro se devem quase que exclusivamente a esse processo de miscigenação, proveniente da colonização, que transformou índios, negros e europeus em mamelucos, mulatos e cafuzos.

O que não dá para entender é como um lugar que é formado por povos tão distintos pode ainda não discernir a desigualdade aparente como algo natural, mas sim usá-la como pressuposto para denominar quem é bom e ruim. O problema acontece quando o próprio homem negro do Brasil, por ter sido alvo de tanta injustiça ao longo da história, se coloca inferiormente perante o branco que, na verdade, não é só branco, é índio, é europeu e negro também.


A ideologia absurda que em dias de tecnologia e “inclusão social” ainda se coloca por aqueles que controlam o mundo, infelizmente, é a diferença camuflada. Os Negros, os pobres, os índios, os deficientes e os homossexuais estão incluídos, sim, estão incluídos no pacote dos excluídos.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Escola (nãocontém) Prisões

A centralização de poder e sistemas ditatoriais fizeram e fazem parte da história
do mundo. Como entender a ascensão de cargos que contam com submissão total do seu povo, apesar da degradação social e da miséria?
A desigualdade entre camadas acarretava injustiças profundas no Feudalismo: o servo não tinha direito ao estudo e estava numa "prisão" que determinava as mesmas condições de exploração e subordinação à Nobreza e ao Clero até o fim de sua vida. Não havia emprego qualificado de acordo com o mérito de cada cidadão: a educação, o respeito e a estabilidade financeira estavam voltados apenas para os herdeiros das famílias ricas.
O trabalhador não reclamaria da distribuição desequilibrada de méritos, se não tivesse conhecimento de meios para uma melhora de vida. Por isso, a forma usada para que essas injustiças fossem "maquiadas" foi a proibição de acesso à escola.
O maior fator que influenciava a mente dos desprovidos de capital e que trouxe aceitação imediata às imposições da sociedade foi a religião. O filósofo e sociólogo Otto Maduro observa em seu livro, "Religião e desigualdade de classes", que há uma sociologia chamada de ingênua que constata e aceita, quase como um fato natural, o tipo de desenvolvimento que rege o destino da nação. – Religiões e modelos políticos são seguidos espontaneamente sem serem questionados.
Os governos, a mídia, a religião, em sua maioria, são grupos que propagam indevidamente ideias para persuadir e administrar a forma de agir das pessoas que não têm conhecimento dos seus direitos. Sem educação elas se tornam maleáveis e são facilmente levadas a aceitar as ideologias estúpidas que esses meios de propagação trazem; ficam presas a sistemas que impõem dependência sem justificativas. E, de uma forma simples e clara, Victor Hugo resumiu: Quem abre uma escola, fecha uma prisão. Seja ela uma prisão de injustiças, desrespeitos ou desigualdades.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A traça


Segundo uma pesquisa muito ampla, feita por mim mesma à pessoas que vivem em casas normais, a definição mais aplicável para uma traça é que a mesma é um bixo feio, pequeno e que come roupas. Alguém aqui já viu uma traça adulta? Bem, ela não come roupas, mas isso não vem ao caso agora... Por enquanto estamos aqui dispostos a falar da traça em si.
Ao observar uma traça na parede do meu quarto, percebi que ela é mais do que um bixo pequeno, cosegui ver as nuances que ele apresentava, ao mesmo tempo que a tv tocava música boa, o que é muito difícil de acontecer, na minha opinião, claro, a danada da traça se remechia de acordo com o rítmo da música que tocava, e me fazia lembrar dos clipes que meu pai me mostrava com jovens norte-americanos dos anos 60-70 dançando ao som do rock maneiro da época. "Não desista de ler... O texto tá meio doido, mas você vai entender."
Após ver que os pequenos bixinhos que destróem nossas roupas tem uma alma de verdade, fui fazer outra pesquisa: Onde as traças vão parar depois de corroer nossas queridas roupas? Eu fui e encontrei a resposta:
Esses lindos insetinhos, após lutarem para viver contra as chineladas dadas pelos donos dos apartamentos infestados de coisinhas do tipo, acabam passando por um momento de metamorfóse (é isso mesmo!) e depois viram mariposas... Juro que não sabia disso, foi o Sr. Google que me contou.
É, só sabia que algo por trás das traças tinha uma boa mensagem a se tirar.
Se você é ou conhece alguém que seja um bixo feio e que viva se alimentando das coisas dos outros, espere a metamorfóse vir e opite pela transaformação em uma linda mariposa.
Ou então prefira entender assim: A sociedade tende a se mudar de acordo com o meio. Nós sempre nos deparamos com patinhos feios no nosso dia a dia, aqueles que sempre escanteamos sem encarar e despertar seu lado bom e, de uma hora pra outra, notamos que no desespero elas se tornam algo que às vezes nem querem de fato ser, apenas para acompanhar os outros, ou simplismente sobreviver.
Será isso, em sua simplicidade, sempre correto?
Eis a questão...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ridicularizando


Quem não tem o senso do ridículo é mais feliz.
Não quer saber o que pensar, não quer saber o que você pensa, não quer saber o que eu penso...
Vive um ridículo modo de expressar sentimentos e sem perceber nem se dá o direito da repreensão, pois a escolha do que é brega alheiamente, é simplesmente invisível à seus olhos.
Viver de forma simples é admissível a quem é prático, ser feliz depende da sua opinião previamente formada, você é quem escolhe se vai pelo caminho dos seus gostos ou se seguirá padrões já estabelecidos.
O que seria de uma opinião sem seus argumentos sustentadores?
Então se não há importância ao desleixo ou ao exagero, nunca haverá incômodo algum...
Seja o que você quiser, só não seja o que os outros querem que você seja, abra sua cabeça para coisas novas, quem sabe elas não te mostram algo surpreendente?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Preconceitos...



Tem aquele da etnia, onde tudo se mistura, virando café com leite, ou café e leite.
Tem aquele da classe social, onde tudo se mistura, virando Patrão com empregados, ou  patrão e empregados.
Tem aquele da opção sexual, onde tudo se mistura, virando héteros com homos, ou héteros e homos. 
Tem aquele da religião, onde tudo se mistura, virando beatos com ateus, ou beatos e ateus.
Tem aquele da nacionalidade, onde tudo se mistura, virando desenvolvidos com subdesenvolvidos, ou desenvolvidos e subdesenvolvidos.

E agora, onde está a lei contra racismo? Onde está o respeito com as condições de cada indivíduo? Onde os homossexuais podem doar sangue, fazendo uma bondade a um desconhecido? Onde que um espírita não vai ser excrachado com aquele conceito de coisa de outro mundo? E quando o brasileiro vai ser aceito nos países altos? 

Opiniões com julgamentos, opiniões sem julgamentos... Se é que você me entende!
Mas o que importa? Tudo não se mistura de algum jeito, pra que tanto PREconceito? Somos todos iguais, e seu PRE, não ajuda em absolutamente nada!
Conheça, e estude cada pessoa, assim você fará um conceito mais interessante.