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terça-feira, 5 de julho de 2011

Errar é (muito) humano


Desde a pré-história, durante o processo de formação das civilizações, o homem enfrentou guerras, crises existenciais e sociedades degradadas. Quando os maiores problemas socioeconômicos e políticos obtiveram seus ápices, o homem aprendeu a procurar soluções de emergência para as más feitorias que, durante séculos, acumulou. Assim, estudou. Estudou para fomentar e encontrar, através da filosofia, da matemática, da biologia e da química, a resolução e das questões inquietantes que atingiram sociedades famintas, doentes e carentes de dignidade.
A história não mente: a evolução do homem é elaborada entre guerras, revoluções e tratados. Com a invenção da eletricidade, o bem estar material veio junto. Mas não só em bem estar a tecnologia estava fundamentada. Bombas atômicas, aviões de guerra e mísseis fizeram parte de uma corrida armamentista sem incrementos na evolução da humanidade, levando as grandes descobertas do século XX a ser embasadas por “alicerces medievais”. O cenário era um mundo “lavado por pólvora”, com seus valores atrofiados, estagnados.
A ciência teve seus conceitos limitados ao não conseguir explicar questões existencialistas. A partir desse momento, todas as incertezas do homem, inclusive a sua incapacidade de perfeição e acerto total, foram levadas a ser respondidas pelo pensamento filosófico e pela religião, que fizeram da perfeição algo que pode apenas se tornar concreto após da morte. Assim, o conceito de que errar é algo já impregnado na essência do ser humano, sem resolução, foi alimentado. No entanto, quase nunca, o complemento desse conceito é lembrado. Pois, errar é humano, mas continuar no erro é burrice.
Para que os erros não se perpetuem, é necessário voltar no tempo e assistir de perto que, em detrimento dos pensamentos egoístas dos generais, chefes e comandantes, muitas vidas foram perdidas. E é de suma importância interpretar os erros do passado como um impulso para que as acomodadas estruturas econômicas falidas do planeta sejam corrigidas, lembrando que as “visões turvas e míopes” dos habitantes da terra, que os impedem de enxergar os problemas tão óbvios da sociedade, mesmo após serem corrigidas através de óculos, estão sujeitas a ter suas lentes atingidas pela “sujeira do mundo” novamente. Porque errar é tão humano que, mesmo estudando sua história, o homem regride e repete seus erros.

sábado, 2 de julho de 2011

Direções: esquerda, direita.

Bem, nesta postagem, vou tentar explicitar os reais objetivos do Blog Eu & o entendimento social.
Nos últimos textos, os assuntos mais discutidos trataram sobre a falha política do Brasil. Muitos seguidores exaltaram nos últimos posts a corrupção dos políticos, dos governadores, do Estado e dos responsáveis, em geral, pelo Brasil.
(Muito obrigada pelos comentários, pois foi a partir deles que consegui, de certa forma, reformular os reais objetivos que tenho quando escrevo.)
Pois bem... Tais discussões me mostram a nossa falta de perspectiva. É tanto que só depois de mais de dois anos, consegui enxergar as minhas falhas tão óbvias.
Independente dos partidos que se glorificaram ou que se tornaram enojados durante os anos de República brasileira, a mais importante e eficaz forma de ler a nossa política raramente é praticada.“Eu sou de direita, eu sou de esquerda...” De que adiantam os rótulos? ENFIM! Posso dizer, com todo o meu coração: Eu não sou nada! Se meus textos parecem modelados a partir de tal tipo de partido, sinto muito, mas não é minha intenção.
O PROBLEMA É O SEGUINTE: nossos maiores problemas socioeconômicos advêm de uma estrutura muito mais simples que a identidade atual de administração que temos.
ADVÊM DE NÓS!!
Sim, nós!... Em decorrência das nossas escolhas, em primeiro plano sem más intenções, é que a corrupção no Brasil acontece. Pois, apesar das leis, muitos cidadãos normais agem ferindo os direitos e deveres da Constituição:
Padarias ainda vendem pão sem o uso da balança, guardas de trânsito recebem suborno para evitar multas, cobradores de ônibus não giram a catraca em troca de dinheiro, impostos são sonegados quando não se pede a nota fiscal de bens diversos, gatos e macacos são feitos nas contas de luz e de água, diplomas falsos são comprados, provas de vestibulares vazam todos os anos, produtos fora da validade são vendidos, médicos são pagos para indicar laboratórios, drogas ilícitas são compradas, não só pelas camadas mais baixas, mas pelas elites também.
Pois é! Acho que o primordial é saber que algo tão simples, como o ato de votar, pode trazer conseqüências que, na maioria das vezes, não queremos. Estudar partidos não adianta. Imagine um partido qualquer sendo um ser humano. O ser humano é constituído de virtudes e defeitos, assim como os partidos brasileiros são. Essas virtudes e esses defeitos constituintes dos partidos são os políticos que lutam por melhoras e os que corrompem a honestidade do bom governante.
Então, não adianta estudar partidos ao votar. Nem se assegurar neles para designar rótulos. O que vale mesmo é saber em QUEM se vota, independente do corpo, ou seja, do partido. É saber quais são as verdadeiras ideias e virtudes desse indivíduo e saber qual a sua real condição de torná-las uma realidade.
Reitero aqui, a necessidade de explicar os objetivos das minhas mensagens. Independente do transparecer dos meus textos, O ENTENDIMENTO que trago é muito mais simples: não julgo os problemas sociais que cabem a NÓS como sendo resolvidos através de tal partido. O que se deve esperar de TODOS os partidos é uma coisa só. O político bom é aquele que se sobressai mesmo no pior mecanismo que tem, mesmo no pouco tempo de discurso, no pouco tempo de propaganda eleitoral. E que conhece afundo a realidade brasileira e luta para a melhora efetiva da nação.
Eu não espero nada de partidos, eu espero tudo de um governo só. Afinal, oposições não ajudam, em hipótese alguma, no trabalho em grupo que, supostamente, deveria se realizar para avanço do Brasil.
Se estamos “assistindo a dessocialização”, é bom ver, em primeiro quadro, um espelho. Atrofias sociais começam a se desfazer quando olhamos para nós mesmos e deixamos de jogar lixo nas ruas, sonegar impostos, quando começamos a respeitar os idosos, as grávidas, a dar a vez ao pedestre e se responsabilizar pelas nossas escolhas, cobrando melhorias àqueles que confiamos o direito de nos representar no Planalto Central.
Muito obrigada pela atenção,
Karla Elizabeth.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Favelas do Brasil: acomodação em todos os aspectos.

             Favelas: morros entupidos de barracos com perfurações de balas perdidas que alertam o reino da violência e do tráfico de drogas. Moradias ilegais com péssimas condições para viver. Não há direitos, nem deveres. Os favelados são os formadores das suas próprias leis. Sem a assistência do governo, o ambiente é propício às doenças, à miséria e à proliferação da marginalidade.  Com o passar dos tempos, tachações preconceituosas foram postas sobre os habitantes das favelas do Brasil que, ao invés de assistidos e oportunizados pelas elites, foram excluídos.
Desprovidos dos olhares do Estado, os ocupantes dos morros seguem, quase que a risca, o determinismo falho de John Locke. Com justificativas que os levam a acomodar-se a uma situação financeira precária. Eles simplesmente nascem e morrem ali, pois há a compreensão de que o “vácuo”, existente entre as camadas sociais, só dificulta o acesso a uma vida digna. Esse “vácuo” pode ser atravessado unicamente com muito esforço e sorte, assim, as crianças acabam incorporando os modelos mais fáceis a serem seguidos nas favelas: os exemplos são os dos pais que obtiveram rapidez para ascender economicamente através do roubo e do tráfico.
Investimentos numa bela imagem do Brasil são elaborados através dos meios de comunicação social todos os dias. Não se a vê o peso correto que se deveria ter de preocupação com um problema que existe e é latente desde o nascimento da nação. E o pior: os planos de ajuda, ao invés de melhorar, pioram a situação, pois servem, em sua grande maioria, para desviar votos a políticos que não trazem mudanças efetivas para a população e apenas alimentam esperanças ilusórias. Então, a pergunta fica no ar: quantos bilhões a mais de crédito internacional e boa imagem para o exterior são precisos para que o Brasil comece a pensar na real imagem de degradação que tem e na dívida interna que se sustenta entre pobres e ricos?
A violência é um substantivo que, de abstrato, passa a ser concreto nas favelas do Brasil. Devido a tanta falta de perspectiva, não é possível premeditar o acontecimento da regulamentação dos morros invadidos pelos negros "abolidos" da escravidão e pelos nordestinos fugitivos da seca no século passado. Enquanto isso, famílias, que crescem em passo super acelerado, são obrigadas a viver sem urbanização, dignidade e sem acesso à cidadania que merecem. Os responsáveis pela nação deixam estar e tomam atitudes para atenuar os problemas sociais das favelas quando eles já estão no limite. O que falta mesmo é sentar e esperar, pois parece que as autoridades já não escutam mais os gritos de cansaço e de sofrimento do povo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Quem não deve, não teme

Ah, Senhor Antonio Palocci, tenho tanta vontade de bater um papo reto com vossa excelência!
Tenho perguntas a fazer, para ver se entendo e fico mais por dentro dos assuntos que, supostamente, levam o Brasil para a frente. Digo o seguinte: tudo isso me interessa sim! Meu caro amigo, me ensine a fazer fortuna. É fácil? Um mandato = 8 anos. Nesse intervalo, seus bens foram multiplicados por 20. *Realmente interessante e surpreendente sua capacidade de administração e habilidade com a economia.

Faço parte de um todo que é representado pelo senhor e tornou possível seu período de sucesso financeiro no Planalto Central e na Casa Civil. Dessa forma, peço, encarecidamente, que compartilhe comigo e com meus amigos a fórmula para se dar bem em todos esses aspectos. *É! Não se demita, por favor. VOCÊ SEMPRE TEVE MEU APOIO! (será que fui tão ingênua ao te escolher para me representar e garantir os meus direitos?)

Por favor, não se negue a prestar esclarecimentos sobre o modo como conseguiu acumular tanto dinheiro, o Brasil precisa de políticos como o senhor para ensinar a fazer dos impostos o mecanismo mais fácil e seguro para obter renda.* Talvez vossa excelência não saiba, mas há pessoas, nas ruas do Brasil inteiro, que passam fome, frio; e, diferentemente da utopia que cega os milionários, nem todo cidadão tem direitos iguais na nossa tão linda nação brasileira. Tem gente que não tem acesso à educação, à escola, nem a nada!

Pois é, acredite, ex-ministro! Mesmo com mais de 50% de impostos nos produtos que consumimos, não sei como ainda somos subdesenvolvidos... É tanto dinheiro. É tanto, que eu não sei nem onde ele está. (na minha casa, certamente, ele não se encontra).
Já que o senhor vai mesmo dar tchau a Casa Civil, posso fazer um último pedido? *Pela admiração imensa que tenho pelo senhor, prove que não feriu os cofres públicos, sustentados pelo humilde e trabalhador povo brasileiro.


Como meu querido Chico Science disse: "Da lama ao caos, do caos a lama, UM HOMEM ROUBADO NUNCA SE ENGANA."

* (asteriscos em vermelho indicam uso de ironia)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Exteriorizando sentimentos - A ARTE

O conhecimento está muito distante das perspectivas humanas, do material, do palpável. A filosofia, a sociologia, a religião, a psicanálise, são parte dos diversos instrumentos que nós, homens, construímos para entender o papel que aqui exercemos, nos auto-analisar e responder os “porquês” formulados na nossa breve estadia no planeta Terra. Apesar de tantos mecanismos criados para resolver questões que são, ao mesmo tempo, individualistas e conjuntas; estudar o meio, criar utopias, ou atribuir ciência em todo, já não é suficiente para os habitantes desse novo mundo.  A origem de tudo é um enigma, o futuro também. 
Com o papel na mão, a intenção não existe, a mão dança e a idéia flui de acordo com a inspiração que chega aos poucos. O vasto e, posso até dizer, infinito vácuo que existe em nós é o impulso que nos faz questionar as lacunas existentes no exterior do nosso corpo. Assim criamos. Os desejos mais profundos, oníricos e ocultos que dormem lá dentro da alma são despertados sem nem percebermos: a arte estará sempre intrinsecamente ligada ao pensamento latente, que deixará de ser abstrato para se tornar formulado, estruturado e, assim transmitido.
Posso dizer que o planeta é constituído de matérias orgânica, inorgânica e pessoas. A complexidade das pessoas não está relacionada com os vários sistemas, órgãos e tecidos que compõem seus corpos, mas sim com sua individualidade. Cada indivíduo fabrica um mundo único dentro de si, de acordo com as ideias que ele, por uma espécie de válvula sensorial, deixa entrar e se encaixar no quebra-cabeça construtor da sua própria realidade.Dessa forma, pessoas são acumuladoras de riquezas ideológicas – juntam saberes e formulam valores de acordo com suas crenças. Amadurecem-se com a palavra, assim como um fruto é amadurecido com o humo.
Quando os momentos de infelicidade chegam, essas crenças são postas em prova. Os momentos de crise podem fortalecer, quebrar, ou reformular tais preceitos. As atribulações sempre vistas como dificuldade, raramente são entendidas e enfatizadas no parâmetro do bem que acarreta: é a partir do sofrimento que o homem cria forças para sair da situação de mal-estar e passa a ter novas concepções sobre o meio em que vive. É também a partir da dor que o homem aprende a valorizar as relações e os vínculos afetivos. E o principal: é na dor que o homem passa a pensar mais sobre tudo que o cerca. É através dessas indagações que surge a vontade de criar, de gravar os novos sentimentos e pensamentos oriundos dessa fase de tormentos.
Essa é uma busca eterna, constante, que nenhuma geração conseguiu por fim. Não há ciência, ideologia, nem crença que consiga exterminar tais indagações. Só sabemos que é possível tirar proveito da época em que habitamos a Terra e deixar nossas marcas perpetuadas aqui. Os “porquês” não deixarão de existir, mas a arte também não, pois ela é o maior e o melhor refúgio já foi inventado para aliviar as dores e as privações terrenas, que nos limitam a não conseguir definir com precisão o que somos e quais são os nossos reais objetivos. O mundo é reinventado e a infelicidade não se estagna, ela é parcialmente destruída, quando a imaginação abstrata é transformada em matéria concreta, em arte.

sábado, 28 de maio de 2011

Lixo Extraordinário - Documentário.

Fiquei lindamente pasma, hoje, assistindo o programa Ação, com Serginho Groisman.
O assunto desse sábado, 28 de maio, foi sobre o documentário em que Vik Muniz, artista plástico, retratou a vida dos catadores de lixo do maior aterro sanitário do Brasil, o Jardim Gramacho. Após quase três anos de convivência e trabalho, Vik mostrou a essência dos catadores de lixo com um olhar bem profundo.
As fotos de pessoas simples, tiradas ao longo do documentário, foram transformadas em trabalhos belíssimos: a arte construída com materiais reciclados foi leiloada e o dinheiro foi revertido para investir no bem-estar dos catadores.
Muito além de retratar o cotidiano daquelas pessoas, Vik Muniz resgatou, indiretamente, a felicidade e o orgulho dos catadores em exercer esse trabalho árduo, apenas exercido por pura necessidade sendo alvo constante de preconceitos.
Mostrou também que a arte é um direito de todos e não um privilégio das classes mais altas. Que, a partir da feiura do lixão, é possível construir o belo. E o mais importante: exaltou a beleza e a singularidade de cada pessoa, que antes era interpretada como sendo apenas o conjunto único dos catadores de lixo, "invisíveis" na sociedade.
O filme, "Lixo extraordinário", foi indicado ao Óscar de melhor documentário, e Tião, o presidente da associação dos catadores de Jardim Gramacho, foi a principal fonte de inspiração para Vik Muniz.
Vale a pena tentar enxergar e ressaltar a individualidade de cada um, respeitar e dar oportunidades para que ele seja contemplado. Essa é a mensagem que pode ser tirada dessa linda história.
Acompanhe o trailler oficial do documentário, podendo ser assistido em partes pelo Youtube.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Imperialismo cultural e suas necessidades desnecessárias

É certa a existência de sociedades que se destacaram, no último século, por obter altos índices de desenvolvimento no campo da qualidade de vida. Essas sociedades estão juntas em apenas um grupo: o grupo dos países que comandam o mundo. Os Estados Unidos foram, inicialmente, os responsáveis pelo lucro econômico em cima dos países pobres, que geograficamente, habitam a periferia do mundo. A interdependência financeira entre todas essas nações é sustentada, principalmente, pela mídia que fortalece e concretiza os objetivos dos países pioneiros no âmbito comercial, os países desenvolvidos.

Através do imperialismo cultural, advindo dos meios de comunicação social, foi possível mudar a consciência individual e social dos países atingidos por ele. Ideias massificadoras foram introduzidas no dia a dia de todas as pessoas, levando-as a mudar seus conceitos, igualando-os aos interesses dos responsáveis por essa invasão cultural forçada. Dessa forma, os costumes, a moda, as tendências e o padrão de beleza norte-americanos foram apresentados aos países subdesenvolvidos através dos filmes, dos comerciais e das músicas estrangeiras, sendo aceitos sem ser questionados.

Eis o grande problema: os produtos de luxo tão almejados pelos países pobres são facilmente encontrados nos países ricos, por haver lá, elevado padrão de vida e menos desigualdades sociais, o que não acontece em boa parte do hemisfério sul: poder ter esse tão almejado objeto é privilégio de poucas pessoas. Assim, o público alvo da invasão cultural engole e assimila toda e qualquer imposição proveniente da propaganda, sem tomar consciência de que vivem em sociedades que concentram renda em poucas famílias. Isso acontece porque, na década de 70, uma ideologia foi construída para contemplar o rápido crescimento econômico, que foi considerado a única forma para que um país escapasse do subdesenvolvimento.

Esse crescimento de fato ocorreu, mas apenas nas mãos ricas, o que proporcionou um agravo na exclusão social dos pobres e iludiu a população que já não consegue distinguir o que de fato é importante para ascender na sociedade. Jorge Ahumada, um grande economista chileno, disse: “Se cada dólar fosse gasto em conseguir água potável, centenas e centenas de vidas poderiam ser salvas. Cada dólar gasto em supérfluos significa mais privilégios para uns poucos à custa de muitos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Preconceito perpetuado: a questão das COTAS.

Marcado pela escravidão violenta, implantada no Período Colonial, o Brasil carrega, até hoje, as marcas do preconceito e das dificuldades que o negro enfrentou para ter seus direitos garantidos. Após anos de repressão e exclusão, a maioria deles, faz parte das camadas baixas e sofre com a pobreza, ocupando cargos pouco valorizados no mercado de trabalho. Ascender socialmente continua a ser um desafio para essa raça. As cotas universitárias são de fato o melhor meio para que haja mais igualdade racial? 

A maior causadora dessa desconformidade é a má formação escolar que é dada aos negros de baixa renda. As escolas públicas do Brasil são carentes de boa estrutura e de bom ensino. O grande problema está aí: o preconceito é gerado porque a cota acaba dividindo uma sociedade miscigenada em grupos de negros, de brancos e de índios. Assim, é construída uma falsa idéia de que alguns desses grupos não têm capacidade de ingressar na universidade, através do processo seletivo do vestibular, dependendo sempre do auxílio da cota.

Essa idéia é construída, porque há diferenças de inserção social entre esses grupos e, ao invés de a cota capacitar e dar oportunidade a um indivíduo, ela não dá a base escolar que ele deveria ter tido no primário, dessa forma, a cota serve apenas para esconder um problema que acompanha os brasileiros há décadas, pois, apesar dela, o preconceito e a desigualdade continuam firmes na sociedade. Então, enquanto houver má distribuição de oportunidades, a discriminação fará parte do Brasil.

A melhor medida a ser tomada para “cortar esse mal pela raiz” é investir num ensino de qualidade para que as escolas da rede pública sejam capazes de qualificar o negro de baixa renda, de modo que ele conquiste qualquer vaga, através do seu próprio mérito. Assim, provará que ações afirmativas, como as cotas, podem simplesmente ser substituídas por soluções mais simples e eficazes, mostrando que todos, sem exceção, têm aptidão para chegar a qualquer lugar.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um olho por uma vida?

Já registrada no Código de Hamurabi, escrito há 1750 a.C., e no Código Draconiano da Grécia Antiga, a pena de morte é aplicada desde os primórdios do mundo. Sempre que comentada, questões polêmicas são levantadas. Qual a forma mais sensata para que o Estado, sendo o principal representante da sociedade, lide com a prática de crimes considerados hediondos sem ferir os direitos humanos? Cabe a ele usar o homicídio legal como um meio para minimizar a violência nas ruas?
Como os atuais cárceres não têm estrutura adequada para a reeducação dos criminosos, e não têm capacidade para intervir na continuação da execução de delitos, o maior argumento usado pelos defensores da pena de morte é construído partir do princípio de que, além de diminuir o número de criminosos, a morte de um delinqüente pode servir como um meio para intimidar a ação de outros.
Não obstante, discussões morais, éticas e religiosas são levantadas para questionar até que ponto o Estado pode definir o que vem a ser justo e injusto. Quando órgãos públicos julgam, torturam e matam uma pessoa, o peso do assassinato parece ser menor, o que apenas dá continuidade e não sana as atrofias de uma civilização. Constrói-se então, uma controvérsia no argumento dos defensores da pena de morte: diminuir a quantidade de criminosos não diminui a violência, ela simplesmente passa a ser praticada por pessoas protegidas pela lei.
Os defensores da vida frisam: Matar é um ato inexorável, que apenas contribui para tornar mais constante a prática de transgressões tão abomináveis, já reestruturar um delinqüente pode ser difícil, mas é uma ação que pode obter êxito. Mahatma Gandhi definiu muito bem o que acontece quando o abuso de poder leva homens a fazer justiça com as próprias mãos: “um olho por um olho e o mundo acabará cego”.

domingo, 1 de maio de 2011

Encaminhe essa ideia!


É tão legal fazer 18 anos, não é? Direitos e deveres são adquiridos ao completar essa idade, com isso, vários desejos podem ser despertados, como tirar a habilitação para dirigir, trabalhar, fazer tatuagens e piercings, comprar objetos e entrar em lugares lícitos apenas para maiores.
Um direito que vai muito além de uma satisfação individual é concedido ao fazer 18 anos e ele tem a capacidade de salva vidas.
Um direito de anjo, eu diria. Por que ele não é tido como prioridade pelo jovem que entra na maioridade? Por que a Secretaria Estadual de Saúde só aciona a mídia quando percebe que os bancos de sangue estão esgotados? E mais, por que a mídia não faz sua parte sem que seja necessariamente acionada?
Essas são perguntas com respostas dolorosas.

Ajude, transmita essa ideia.

* Para doar, você precisa:

→ Ter entre 18 e 65 anos;
→ Peso superior a 50 kg;
→ Não ter contraído hepatite após os 10 anos de idade;
→ Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados nos últimos 10 anos;
→ Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24h que antecedem a doação;
→ Apresentar documento com foto (Carteira de Identidade ou Carteira de Habilitação);
→ Fazer uma refeição saudável, evitando comidas gordurosas, antes da doação;
→ Gozar de boa saúde (não estar com febres, viroses e outras doenças);