Páginas

domingo, 17 de julho de 2011

Obrigação obrigada

A natureza humana exige que o homem se socialize, vivendo em grupos. Associações humanas, tais como a família, a igreja e a escola, são responsáveis por estruturar, transmitir valores e ensinar o indivíduo a ser cidadão. A escola é o primeiro lugar de convívio social a que a maioria das pessoas tem acesso. Mas, ela está deixando de possibilitar a troca de aprendizado, através do convívio direto com meio social, e está se tornando uma instituição, na qual apenas se ensinam “exatas e humanas”. Assim, grande parte dos problemas da sociedade provém da limitada educação lecionada nas escolas.
                Uma nova lei, já aprovada pelo Senado, está para ser estudada pela Câmara de Deputados. Ela visa cortar grande parte desses problemas pela raiz, através do combate ao preconceito em ambiente escolar. Na década de 80, esse preconceito ganhou o nome de “bullying”, conceituando todos os tipos de agressão dentro das salas de aula. O projeto de lei pretende tornar a instituição incumbida de combater a ação do “bullying” entre alunos que, assistidos de perto por professores e psicólogos, poderão ter mais chances de obter uma ficha escolar mais limpa.
                As crianças agressoras e as agredidas sofrem, na maioria das vezes, devido à pouca atenção que têm de seus familiares que, por sua vez, enxergam a escola como sendo o único mecanismo para que seus filhos assimilem a definição e sejam praticantes da ética e da cidadania. Triplicam, dessa forma, o peso de responsabilidade sobre o ensino brasileiro que, atualmente, goza de políticas e táticas educacionais muito falhas. O fato é que a escola, tida como principal centro formador de homens, precisa ser “reformada” urgentemente.
                Essa teoria, ao ser sustentada, fortalece a idéia de que, independentemente da intervenção de qualquer lei, a escola já tem o dever de inibir qualquer comportamento que não seja condizente com os preceitos morais que sustenta. Os professores devem se lembrar do grande poder que têm em mão ao lecionar. E que o real objetivo ao ensinar história, geografia, português e matemática não é o de simplesmente fazer com que seus alunos passem no teste final com “questionários decorados”, mas fazê-los absorver lições para a vida toda, através da palavra e do labor que exercem como educador.